A Revolução mundial é o único futuro para a humanidade

Este artigo foi
escrito há alguns meses em resposta à canonização de Nelson Mandela na mídia
mundial desde que sua saúde piorou no começo de 2013. Agora que sua morte foi anunciada,
nos pareceu apropriado contrariar mais uma vez a propaganda sufocante da classe
capitalista.

Há mais de dois anos do despertar da chamada
“Primavera Árabe”, há dois anos do movimento dos Indignados na Espanha, dos
Ocuppy nos Estados Unidos… e simultaneamente com os movimentos que ainda
sacodem a Turquia, em junho passado levanta-se no Brasil uma onda de
manifestações que chegou a mobilizar milhões de pessoas em mais de 100 cidades,
com características inéditas neste país

Uma
onda de protestos está acontecendo em grandes cidades do Brasil
contra o aumento dos preços das passagens do sistema de transporte
coletivo, com destaque maior para a cidade de São Paulo. É um
despertar que tem reunido muitos jovens e estudantes e, em menor
número, mas não ausente, um número de trabalhadores assalariados
para lutar contra esse aumento num preço que vem a piorar ainda mais
as condições de vida de amplas camadas da população.

No âmbito da onda revolucionaria mundial de
1917-23 tratamos neste artigo das lutas no Brasil no período 1917-19 e
particularmente da chamada Comuna de São Paulo.

A onda de violências e matanças de bandidos, de
policiais e de pessoas que não têm nada a ver com os conflitos entre policiais
e marginais, continua sacudindo algumas cidades do Brasil. Não é nosso objetivo
comentar os eventos, mas tentar colocá-los num quadro mais amplo que não diz
respeito só ao Brasil, e também situá-lo em um contexto histórico além do momento
atual, o da decomposição do capitalismo, a fase final deste sistema.

Esta é a resposta da CCI ao artigo
"Conselhos operários, Estado proletário, ditadura do proletariado" do
Grupo Oposição Operária (OPOP) do Brasil, publicado no número 148 da Revista
Internacional.